sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Uma história no metido inciso

- Em um duelo não há vencedores, só perdedores. E são três, e eles passam, seus corpos caem lentamente, como quem segura um corpo sem vida, deixa-o cair. Um prédio demolido, tijolo por estrutura, desmoronando. Ainda que tenha gente que é duna de areia, aos poucos vai caindo e mudando de lugar, subindo, caindo, e não morre, sobrevive nos pés, nas casas, nos jipes, turistas os levam pra florença, embora suas partes iguais ficam perto do mar, dos cocais. 


- Adentram em histórias que não perecem, se tornam escudos ao melhor blefe. Entram nos olhos, vermelhos e dedos a escavacar, limpam as janelas, mas o grão foi quem mandou pintar, pra saber que lá, tinta sangue. E o que viu, sorriu e quem entrou se negou. O que sai da boca e arrasta o coração junto, deve ser dito quantas vezes, quantas vezes cair o fruto, o deslizar sobre o ar, ao olhar para queda infame, o terror quebrantar a esperanças em transe. Mas como vinha dizendo, numa disputa entre alucinações, só há ferimentos leves, que ultrapassam a pele, venenos brutos. Quem doar teu sangue assim, matará o enfermo antes do seu julgo. 

- A flores que Iemanjá recebe, são minhas, do luto que tenho, da luta que vivo. E os sonhos são água no mar do cerebelo, a poeira cósmica dentro de uma jarra de suco de ameixa me deixa perplexo, como pode tantos desconexos, os erros ensinar mais que os livros, apesar de te-los comido, antes e depois de digeri a palavra encantada?.Mas  voltando ao assunto, como não tenho nada com isso, e desconheço quase tudo. Fico na minha, queto e mudo, "preparando o salto, deixando pra trás tudo".

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